Estatísticas oficiais mostram que cerca de 30% dos pacientes do Sistema Único de Saúde são diagnosticados com câncer de próstata já em estágio avançado. Se descoberta no início, a doença é curável em 90% dos casos.

Segundo o urologista Alfredo Canalini, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia do Rio de Janeiro, visitas regulares ao médico — pelo menos, uma vez ao ano — são fundamentais para a detecção precoce não só do câncer de próstata, mas também de doenças cardiovasculares e outros tipos de cânceres, que, juntos, são as maiores causas de morte entre homens no país.

— O urologista é o clínico do homem e está habilitado para fazer uma série de diagnósticos em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade — afirma Alfredo Canalini.

Como o câncer de próstata é silencioso, fazer o exame de sangue com dosagem de PSA (antígeno prostático específico) é a única forma de descobrir o problema no início. Homens com fatores de risco (negros, por questões genéticas, ou com histórico familiar da doença) devem fazer o exame a partir dos 40 anos. Os demais, a partir dos 45.

 

PSA - De acordo com Alfredo Canalini, o exame de sangue com dosagem de PSA não só permite o diagnóstico de câncer de próstata como também a análise do risco de se desenvolver a doença. Graças a esse tipo de teste, a cada três homens consegue-se salvar a vida de um que morreria devido ao problema, afirma o urologista.

Exames de rotina
Outras avaliações médicas importantes para homens, sobretudo para fumantes e obesos, são a aferição da pressão arterial e os exames de sangue com medição dos níveis de glicose e creatina. Assim, pode-se detectar doenças como hipertensão diabetes e disfunções renais.

Hábitos saudáveis
Manter a alimentação saudável, praticar atividade física regulamente e não fumar são hábitos essenciais para prevenir doenças.

 

Câncer de próstata
A próstata é uma glândula masculina na parte abaixo do abdômen. Tem a forma de maçã e fica logo abaixo da bexiga e à frente do reto. O órgão envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina é eliminada da bexiga.

Incidência
O câncer de próstata é o segundo mais incidente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente na população masculina. Para 2016, são esperados 61.200 novos casos da doença no país. O risco estimado é de cerca de 61 casos para cada 100 mil homens.

A doença pode não apresentar (ou apresentar poucos) sintomas em sua fase inicial. Em alguns casos, os sinais são parecidos com os do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite). Na fase mais avançada, o paciente pode ter dores nos ossos, sintomas urinários ou, nos casos mais graves, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Fatores de Risco e Prevenção
A idade é um fator de risco significativo para o câncer de próstata, já que a incidência e a mortalidade aumentam após os 50 anos. Quando há caso da doença em pai ou irmão antes dos 60 anos, o risco de desenvolvê-la também é de 3 a 10 vezes em comparação com a população em geral.

Está comprovado também que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, com menos gordura, reduz o risco de câncer e de outras doenças não transmissíveis. Recomenda-se também realizar pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Diagnóstico
Homens a partir dos 50 anos devem procurar um médico para exames de rotina. Quem tem histórico familiar da doença deve dar essa informação no momento da consulta.

O toque retal é o teste mais utilizado, apesar de somente a porção posterior e lateral da próstata poder ser apalpada. É recomendável fazer a análise do nível de PSA, a partir de um exame de sangue, que pode identificar aumento de proteína produzida pela próstata, o que seria indício da doença. Para o diagnóstico preciso, é necessário analisar parte do tecido da glândula com biópsia.

Tratamento
O médico pode indicar radioterapia, cirurgia ou até tratamento hormonal. Para doença com metástase, o tratamento escolhido é a terapia hormonal. A escolha do tratamento mais adequado deve ser definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.

Fontes: consultores médicos da Fundação do Câncer e Instituto Nacional de Câncer (Inca)

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